
Morrer
Quem não quer
morrer desola-se
Quem se vê morto
consola-se
O que há-de sair de ti
Que dançarina transida
Branca tão exactamente
Mas que mendiga de estio
De virtudes ainda frescas
Sorrisos supliciados
Que beldade em luvas pudica
sDe mãos virgens fronte lisa
Que dia que olhar que sonho
Cega das sombras terrestres
Morrerás de olhos abertos
Paul Éluard